Terça-feira, Agosto 19, 2008
Flowing Tears – Discografia (quase) completa
Eu gosto muito de Gothic Metal, embora ache que as bandas do gênero às vezes sejam mais Death Metal com vocal feminino do que góticas propriamente ditas. Um bom exemplo contrário é a banda alemã Flowing Tears, que sempre teve uma pegada mais gótica desde o tempo em que se chamava Flowing Tears & Whitered Flowers. Como estava ouvindo hoje o excelente disco ao vivo deles em Berlim, resolvi subir todo o que tenho da banda. Só não é completo porque me falta o EP Swallow, último trabalho com o nome original. Se alguém tiver, a casa agradece.
Swansongs (1996)

O disco de estréia do Flowing Tears & Whitered Flowers ainda não trazia vocal feminino. Quem pilotava os microfones era Manfred Bersin, mas quem mandava na banda era o guitarrista e tecladista Benjamin Buss. Bom disco, com músicas longas e elaboradas, mas ainda obra em andamento.
1. Flowers in the Rain
2. Waterbride
3. Fallen Leaves
4. Arion
5. Crystal Dance
6. Flowing Tears & Withered Flowers
7. ... Along a Dreaming Ocean ...
8. ... And I Drown ...
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Joy Parade (1998)

Aqui o som começou a tomar corpo com a entrada da vocalista Stefanie Duchêne – Bersin foi deslocado para a guitarra e para vocais de apoio. A mudança deu mais personalidade ao grupo, pois Stefanie tinha (ou melhor, tem, pois ainda está viva) um timbre mais grave e sombrio, sem o estilo operístico que se tornou marca registrada do gênero na esteira de Tarja Turunen.
1. Purple Red Soul
2. Gerion
3. Joy Parade
4. Bluefield
5. Odium
6. Trust
7. Sundrops
8. Spirals Meet the Sea
9. Rainswept
10. The Day You Took My Breath
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Jade (2000)

Depois do EP Swallow, a banda trocou de gravadora, resolveu encurtar o nome e lançou este disco, que muita gente considera erroneamente seu disco de estréia. Contava com o tecladista Mike Volz, o que dava mais corpo ao som, pesado mais pelo clima que pelo volume. Pessoalmente, eu acho maravilhoso – com a única ressalva sendo as canções terem se tornado mais curtas, com prejuízo para a parte instrumental. Músicas como “Coma Garden” pediam um tiquinho de exibicionismo de teclados e guitarra.
1. Godless
2. Sistersun
3. Swallow
4. Lovesong for a Dead Child
5. Under the Red
6. Turpentine
7. The One I Drowned
8. Vanity
9. Radio Heroine
10. Coma Garden
11. Jade
12. White Horses
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Serpentine (2002)

Com este, o Flowing Tears conseguiu notoriedade internacional – dentro do circuito goth metal, claro. Não tocou em rádios, nem nada, claro, mas abriu as fronteiras para a banda. O som é um pouquinho menos soturno do que em Jade. A formação sofreu uma tremenda enxugada. Bersin e o baterista Eric Hilt (que estava com eles desde Joy Parade) pediram as contas, logo seguidos pelo tecladista. Stefan Gemballa assumiu a bateria e Buss retomou as funções de único guitarrista e tecladista.
1. Intro
2. Starfish Ride (for a Million Dollar handshake)
3. Serpentine
4. Children of the Sun
5. The Marching Sane
6. Breach
7. Portsall (departure song)
8. Justine
9. The Carnage People
10. Merlin
11. Cupid of the Carrion Kind
12. For Tonight
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Razorbliss (2004)

Seguindo mais ou menos na mesma linha do anterior, este disco marca, porém, uma mudança importante na formação da banda. Stefanie Duchêne resolveu engravidar, o que conflitava com os planos dos colegas. Resultado? Acabou substituída por Helen Vogt, que tem um timbre muito parecido com o da antecessora.
1. Razorbliss
2. Believe
3. Virago
4. Undying
5. Radium Angel
6. Firedream
7. Ballad of a Lonely God
8. Snakes of Grey
9. Mine is the Ocean
10. Maladine
11. Unspoken
12. Pitch Black Water
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Invanity – Live In Berlin (2007)

Até o momento, este é o trabalho mais recente do grupo, um relativamente curto disco ao vivo gravado na capital alemã. Além do repertório tradicional da banda, conta com duas covers, uma ao vivo – “Dead Skin Mask”, do Slayer, irreconhecível – e outra de estúdio, “The Weeping Song”, de Nick Cave, com a participação de Johan Edlund, do Tiamat, nos vocais. Ah, outra mudança na formação. Saiu o baixista Frédéric Lesny, substituído por David Vogt, marido de Helen. Com isso, Benjamin Buss tornou-se o único remanescente do grupo de rapazes que gravou Swansong mais de uma década antes.
1. Swallow
2. Undying
3. Portsall (Departure Song)
4. Lovesong For a Dead Child
5. The Marching Sane
6. Merlin
7. Pitch Black Water
8. Dead Skin Mask
9. The Weeping Song
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Swansongs (1996)

O disco de estréia do Flowing Tears & Whitered Flowers ainda não trazia vocal feminino. Quem pilotava os microfones era Manfred Bersin, mas quem mandava na banda era o guitarrista e tecladista Benjamin Buss. Bom disco, com músicas longas e elaboradas, mas ainda obra em andamento.
1. Flowers in the Rain
2. Waterbride
3. Fallen Leaves
4. Arion
5. Crystal Dance
6. Flowing Tears & Withered Flowers
7. ... Along a Dreaming Ocean ...
8. ... And I Drown ...
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Joy Parade (1998)

Aqui o som começou a tomar corpo com a entrada da vocalista Stefanie Duchêne – Bersin foi deslocado para a guitarra e para vocais de apoio. A mudança deu mais personalidade ao grupo, pois Stefanie tinha (ou melhor, tem, pois ainda está viva) um timbre mais grave e sombrio, sem o estilo operístico que se tornou marca registrada do gênero na esteira de Tarja Turunen.
1. Purple Red Soul
2. Gerion
3. Joy Parade
4. Bluefield
5. Odium
6. Trust
7. Sundrops
8. Spirals Meet the Sea
9. Rainswept
10. The Day You Took My Breath
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Jade (2000)

Depois do EP Swallow, a banda trocou de gravadora, resolveu encurtar o nome e lançou este disco, que muita gente considera erroneamente seu disco de estréia. Contava com o tecladista Mike Volz, o que dava mais corpo ao som, pesado mais pelo clima que pelo volume. Pessoalmente, eu acho maravilhoso – com a única ressalva sendo as canções terem se tornado mais curtas, com prejuízo para a parte instrumental. Músicas como “Coma Garden” pediam um tiquinho de exibicionismo de teclados e guitarra.
1. Godless
2. Sistersun
3. Swallow
4. Lovesong for a Dead Child
5. Under the Red
6. Turpentine
7. The One I Drowned
8. Vanity
9. Radio Heroine
10. Coma Garden
11. Jade
12. White Horses
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Serpentine (2002)

Com este, o Flowing Tears conseguiu notoriedade internacional – dentro do circuito goth metal, claro. Não tocou em rádios, nem nada, claro, mas abriu as fronteiras para a banda. O som é um pouquinho menos soturno do que em Jade. A formação sofreu uma tremenda enxugada. Bersin e o baterista Eric Hilt (que estava com eles desde Joy Parade) pediram as contas, logo seguidos pelo tecladista. Stefan Gemballa assumiu a bateria e Buss retomou as funções de único guitarrista e tecladista.
1. Intro
2. Starfish Ride (for a Million Dollar handshake)
3. Serpentine
4. Children of the Sun
5. The Marching Sane
6. Breach
7. Portsall (departure song)
8. Justine
9. The Carnage People
10. Merlin
11. Cupid of the Carrion Kind
12. For Tonight
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Razorbliss (2004)

Seguindo mais ou menos na mesma linha do anterior, este disco marca, porém, uma mudança importante na formação da banda. Stefanie Duchêne resolveu engravidar, o que conflitava com os planos dos colegas. Resultado? Acabou substituída por Helen Vogt, que tem um timbre muito parecido com o da antecessora.
1. Razorbliss
2. Believe
3. Virago
4. Undying
5. Radium Angel
6. Firedream
7. Ballad of a Lonely God
8. Snakes of Grey
9. Mine is the Ocean
10. Maladine
11. Unspoken
12. Pitch Black Water
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Invanity – Live In Berlin (2007)

Até o momento, este é o trabalho mais recente do grupo, um relativamente curto disco ao vivo gravado na capital alemã. Além do repertório tradicional da banda, conta com duas covers, uma ao vivo – “Dead Skin Mask”, do Slayer, irreconhecível – e outra de estúdio, “The Weeping Song”, de Nick Cave, com a participação de Johan Edlund, do Tiamat, nos vocais. Ah, outra mudança na formação. Saiu o baixista Frédéric Lesny, substituído por David Vogt, marido de Helen. Com isso, Benjamin Buss tornou-se o único remanescente do grupo de rapazes que gravou Swansong mais de uma década antes.
1. Swallow
2. Undying
3. Portsall (Departure Song)
4. Lovesong For a Dead Child
5. The Marching Sane
6. Merlin
7. Pitch Black Water
8. Dead Skin Mask
9. The Weeping Song
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Domingo, Agosto 10, 2008
Mägo de Oz – La Ciudad de los Árboles (2007)

Mais recente trabalho da sempre competente banda espanhola de metal com influências célticas. A faixa 9 é uma versão (com letra tosca) da clássica “39”, do Queen. Como ninguém resiste a uma moda, eles agora têm uma vocalista fixa, a bonitinha Patricia Tapia.
1. El Espíritu del Bosque (Intro)
2. La Ciudad de los Árboles
3. Mi Nombre es Rock & Roll
4. El Rincón de los Sentidos
5. Deja de Llorar (Y Vuélvete a Levantar)
6. La Canción de los Deseos
7. Y Ahora Voy a Salir (Ranxeira)
8. Runa Llena
9. Resacosix en la Barra
10. No Queda sino Batirnos
11. Sin Ti, Sería Silencio (Parte II)
12. Si Molesto, Me Quedo
13. El Espíritu del Bosque II (Outro)
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Within Temptation – Destroyed (2008)

Galera, boa coletânea de faixas bônus do Within Temptation, com destaque para as versões acústicas e ao vivo e, claro, para a voz de Sharon den Adel.
1. Destroyed
2. Blue Eyes
3. Sounds of Freedom
4. Jane Doe
5. Say My Name
6. Towards The End
7. The Last Time (demo)
8. Ice Queen (acoustic 2002)
9. The Cross (acoustic)
10. What Have You Done (acoustic)
11. Stand My Ground (acoustic)
12. Ice Queen (acoustic)
13. Aquarius (live)
14. See Who I Am (live)
15. Caged (live)
16. Deceiver of Fools (live)
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Domingo, Julho 27, 2008
Motörhead – Motörizer (promo 2008)

Um monte de gente já botou, mas vou botar aqui também. Esse é o promo do novo disco do Motörhead, que só vai dar as caras oficialmente em setembro. É um clássico? Longe disso. Mas é Motörhead, ou seja, não tem muito erro.
1. Runaround Man
2. Teach You How To Sing The Blues
3. When The Eagle Screams
4. Rock Out
5. One Short Life
6. Buried Alive
7. English Rose
8. Back On The Chain
9. Heroes
10. Time Is Right
11. The Thousand Names Of God
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Iron Maiden alheio
Galera, hoje eu recomendo dois must have para quem é fã de Iron Maiden (eu sou) e tem muita paciência – uma conta Premium no Rapidshare também ajuda. O primeiro está no sempre favorito da casa A Taverna do Bárbaro: são dois vídeos inteirinhos de shows da turnê atual da Donzela de Ferro, um em Porto Alegre, outro em Nova York. Segundo o parceiro Hazz, responsável pelo presentão, a qualidade vale a maratona de downloads.
Já o segundo está no também recomendado Baú do Holzbach: simplesmente toda a coleção de singles lançados por Steve Harris e companhia. Tem algumas picaretagens? Certamente, mas não há como resistir à montanha de faixas bônus, covers e inéditas. Não percam.
Já o segundo está no também recomendado Baú do Holzbach: simplesmente toda a coleção de singles lançados por Steve Harris e companhia. Tem algumas picaretagens? Certamente, mas não há como resistir à montanha de faixas bônus, covers e inéditas. Não percam.
Quarta-feira, Julho 23, 2008
Kiss – Ao Vivo Rio de Janeiro (1983)

Já que o assunto é Kiss e Eric Carr, fica aqui um registro de algo que marcou minha adolescência: o show dos (então ainda) mascarados no Maracanã, em 1983. A organização foi desastrosa e o som estava uma bosta (não que lá fila do gargarejo eu tivesse noção disso). Mas a energia foi algo completamente sem paralelo. De lá pra cá perdi a conta de quantos shows internacionais já vi, mas nenhum marcou tanto.
Esta gravação não é nenhuma Brastemp. Foi tirada do áudio do especial da Globo, único registro do show - provavelmente único da turnê também. Mas vale como documento.
1. Intro
2. Creatures of the Night
3. Detroit Rock City
4. Cold Gin
5. Calling Dr. Love
6. Firehouse
7. I Want You
8. I Love It Loud
9. Drum solo (part)
10. War Machine
11. Love Gun
12. God Of Thunder
13. Black Diamond
14. Rock’n’Roll All Nite
15. Entrevistas
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Kiss – Creatures Of The Night (1982)

Hoje O Globo trouxe uma matéria dizendo que cientistas tinham concluído que tocar bateria faz bem à saúde. Segundo a reportagem, o pesquisador Marcus Smith, da Universidade de Chichester, avaliou que, num show de 90 minutos, o batimento cardíaco de um baterista chega a 190 bpm, queimando cerca de 600 calorias. Só para dar um parâmetro, faço 35 minutos de cross-trainer todos os dias, queimando cerca de 550 calorias e levando o batimento a 170 bpm.
A pesquisa tem, porém, dois problemas. O primeiro é que não leva em conta o estilo de vida do sujeito. Quando li o título, pensei logo em Keith Moon, John Bonham e Cozy Powell. Três bateristas que deviam gastar muito mais que 600 calorias, mas que foram prematuramente para o País do Verão por conta de remédios, álcool e velocidade.
O segundo senão é que o principal objeto da pesquisa foi Clem Burke, da banda new wave Blondie. Pensei cá com os meus botões: Quais não seriam os resultados se tivessem usado um baterista de verdade? Sim, porque “Heart of Glass”, “Maria” e outras pérolas (com toda ironia possível) estão longe de fazer um baterista suar.
Por conta disso, e como sugestão de novo estudo para o Dr. Smith (oh, dor...), boto aqui um dos meus “discos de baterista” favoritos. Depois do fracasso do subestimado The Elder, o Kiss resolveu voltar completamente para o lado roqueiro e gravou seu álbum mais pesado, em grande parte por conta da batida trovejante de Eric Carr. Infelizmente foi o disco certo na hora errada, e não conseguiu recuperar a popularidade da banda – o que só seria feito a partir do abandono da maquiagem no ano seguinte.
1. Creatures of the Night
2. Saint and Sinner
3. Keep Me Comin'
4. Rock and Roll Hell
5. Danger
6. I Love It Loud
7. I Still Love You
8. Killer
9. War Machine
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Terça-feira, Julho 22, 2008
Inkubus Sukkubus – Witch Queen (2005)

Completando a discografia da banda pagã inglesa Inkubus Sukkubus, o EP que lançaram em tiragem limitada em 2005. Desculpem, mas não estou com espírito para maiores comentários.
1. Witch Queen
2. Intravenous
3. All Hallow's Eve
4. Lady Geneva
5. Crush (new mix)
6. Dia De Los Muertos
7. Hungry Kiss
8. The Beast In Us All
9. Witch Queen (live)
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Alexandre Señorans (1966-2008)

Hoje eu perdi um irmão. Dizer que perdi um amigo não dá uma dimensão exata da tragédia que a morte do Alexandre representa. A gente se conheceu no Cefet-RJ há quase três décadas e a amizade foi praticamente imediata – formamos um grupo cuja união surpreende até hoje as pessoas.
Era um roqueiro inveterado, completamente apaixonado por Rush. Um místico (rosacruz) de mente sempre aberta. Marido e pai duzentos por cento dedicado. Mas era antes e acima de tudo, uma pessoa boa. Daquelas cuja simples existência fazem a gente se sentir melhor. Daquelas cujas palavras e coração andam sempre juntos. Enfrentou, por conta da saúde, barras terríveis, mas tinha conseguido superar e vivia uma fase maravilhosa.
Hoje cedo, Vicente (outro irmão da mesma linhagem) me ligou arrasado para dizer que Alexandre acabara de nos deixar. Estava viajando com a esposa, nossa querida Paulinha, e teve uma parada cardíaca. Não há como expressar a sensação de vazio que eu estou sentindo – e isso num ano que já me levou avô, pai e outra grande amiga. Sei que não se compara ao que se abateu sobre os corações de Paula, Allec e Enrique, os filhos, mas nem por isso dói menos.
Que os Deuses te recebam com carinho, irmão, pois é o mínimo que você merece.
A única homenagem possível para uma pessoa tão importante era com algo de que ele certamente gostaria:
Rush – Snakes & Arrows Live (2008)

Disc 1
1. Limelight
2. Digital Man
3. Entre Nous
4. Mission
5. Freewill
6. The Main Monkey Business
7. The Larger Bowl
8. Secret Touch
9. Circumstances
10. Between The Wheels
11. Dreamline
12. Far Cry
13. Workin' Them Angels
14. Armor and Sword
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Disc 2
1. Spindrift
2. The Way the Wind Blows
3. Subdivisions
4. Natural Science
5. Witch Hunt
6. Malignant Narcissism/De Slagwerker (Drum Solo)
7. Hope
8. Distant Early Warning
9. The Spirit of Radio
10. Tom Sawyer
11. One Little Victory
12. A Passage to Bangkok
13. YYZ
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Terça-feira, Julho 15, 2008
Lucifer’s Friend – Lucifer’s Friend (1970)

Galera, como Dagda tá mesmo velho, ele acaba se repetindo. Não nos downloads, claro – alemão ainda não alcançou completamente –, mas nos temas. Voltamos, portanto, àquele adorável e nebuloso período em que hard rock e progressivo ainda não estavam inteiramente definidos, de forma que bandas podiam circular entre eles com relativa sem-cerimônia. Hoje tem até muita gente que tenta fazer isso, mas toma logo uns quatrocentos e trinta e dois rótulos pela cara: “heavy prog”, “extreme heavy prog” etc. etc. etc.
Mas chega de digressão. Voltando ao finzinho dos anos 60, o vocalista inglês John Lawton (que anos depois pilotaria o microfone do Uriah Heep) se juntou a quatro instrumentistas alemães que integravam o grupo Asterix. Vou poupá-los dos milhares de piadas bobas, nenhuma original, sobre o nome. Lawton participou do único disco da banda, que ficou animadíssima com o resultado. Mudaram o nome para Lucifer’s Friend, provavelmente para faturar no filão satanista de butique aberto pelos Stones e escancarado pelo Black Sabbath, e gravaram este primeiro disco no mesmo ano.
O som é muito calcado no já citado Black Sabbath e no Led Zeppelin. Há, aliás, uma controvérsia interessante. O riff da excelente “Ride in the Sky” é virtualmente igual ao de “Immigrant Song”, do Zeppelin – que, diga-se de passagem, virou uma piada impagável em Schrek Terceiro. Lawton jura de pés juntos que compôs a sua antes, e os dois discos saíram no mesmo ano. É verdade? Sei lá. O resto da música é bem diferente. Ah, mais uma curiosidade: Na versão do LF, o riff propriamente dito não é tocado na guitarra, mas no french horn.
Bem, voltando disco, ele é pesado, com um bom toque de experimentalismo e uma excelente presença do órgão Hammond de Peter Hetch e da guitarra do também Peter Hesslein. As últimas cinco músicas são faixas extras da versão em CD, lançada em 1995. Numa delas, a instrumental “Satyr’s Dance”, o lado progressivo, que se soltaria mais no disco seguinte, já dá as caras.
Desfrutem e, pombas, comentem.
Ah, os arquivos estão em 192 kbps.
1. Ride in the Sky
2. Everybody's Clown
3. Keep Goin'
4. Toxic Shadows
5. Free Baby
6. Baby You're a Liar
7. In the Time of Job When Mammon Was a Yippie
8. Lucifer's Friend
9. Rock 'N' Roll Singer
10. Satyr's Dance
11. Horla
12. Our World Is A Rock 'N' Roll Band
13. Alpenrosen
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Quinta-feira, Julho 10, 2008
Spice – Oito canções (1968-1969)

Galera, isso aqui eu peguei, se não me engano, na Lágrima Psicodélica (link na lista ao lado). Vem a ser uma promissora banda que fazia aquele (excelente) som inglês do fim dos anos 60, um blues psicodélico ganhando, ao mesmo tempo, peso e elaboração. Dessa fonte surgiram duas vertentes, uma levando ao hard rock/heavy metal, outra ao progressivo. A bandinha em questão era formada por David Byron (vocal), Mick Box (guitarra e vocais), Paul Newton (baixo e vocais) e Alex Napier (bateria), com o pianista Colin Wood dando apoio. Reconheceu alguns nomes? Pois é, quando o Spice estava em estúdio gravando o que deveria ser seu primeiro disco, o empresário e produtor Gerry Brown sugeriu a inclusão de um tecladista full time, convidando Ken Hensley, que também cantava e tocava guitarra. Também foi da lavra de Brown a idéia de mudar o nome da banda para Uriah Heep, um personagem de Charles Dinkens. O resto, bem, vocês sabem.
Com todo o respeito a Hensley, dava para ver que o som do Uriah Heep já estava impresso no DNA do Spice. Vocais elaborados, bons solos e um baixão marcante. A grande diferença é que a presença dos teclados era muito mais discreta e o estilo, claro, ainda era estava em desenvolvimento. Muito da faixa-título de Salisbury, por exemplo, já estava presente em “Magic Lantern”. Um comentário só antes de passar para o disco: vale a pena apreciar o trabalho de Alex Napier na bateria. Muito melhor que os outros bateristas que comandaram as baquetas do Uriah Heep antes da entrada do grande Lee Kerslake.
1. What About The Music
2. In Love
3. Born In A Trunk
4. Magic Lantern
5. Astranaza
6. I Want You Babe
7. Celebrate
8. Schoolgirl
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Sexta-feira, Julho 04, 2008
Colosseum II – Strange New Flesh (1976)

Galera, eu sei que é a pentelhonésima nona vez que eu escrevo isso, mas o blog não morreu. Eu é que ando mais enrolado que papel higiênico por conta de trabalho – e daqui até o fim do ano só vai piorar.
Para o povo reclamar um pouquinho menos, fica aqui um troço muito legal. Em 1975, o baterista John Hiseman resolveu recriar o Colosseum, uma ótima branda da primeira geração de progressivos ingleses muito voltada para o fusion e que debandara em 1971. Entre os membros da primeira geração estava o tecladista Dave Greenslade, que depois formaria a banda que leva seu nome.
Pois bem, para tocar a nova versão do grupo, Hiseman convocou o vocalista Mike Starrs, que não cheirava nem fedia, e três músicos que depois fariam história não no progressivo, mas no rock pesado: o tecladista Don Airey (convidado em discos do Black Sabbath, membro do Rainbow e hoje do Deep Purple), o baixista Neil Murray (da formação clássica do Whitesnake e de uma das versões do Black Sabbath) e o guitarrista Gary Moore, que dispensa apresentações.
Este é o primeiro disco dos caras. O som seria uma espécie de jazz rock pesado e sem metais, com uma presença muito forte da guitarra de Moore – mais solta até que na maioria dos discos solo dele mesmo. A primeira faixa é um instrumental cujo título é uma óbvia gozação com a opus magna do Pink Floyd. Também merece destaque a intervenção vocal de Moore em “Secret Places”, que chama a atenção para as limitações de Starrs – o vocalista seria demitido logo depois. Nos discos seguintes, o Colosseum II fez basicamente instrumentais, com eventuais vocais do guitarrista. A banda não durou muito. Separou-se em 1978 após dois discos de estúdio e a participação em Variations, dos irmãos Andrew e Julian Loydd Webber.
1. Dark Side Of The Moog
2. Down To You
3. Gemini And Leo
4. Secret Places
5. On Second Thoughts
6. Winds
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Terça-feira, Abril 29, 2008
Motorhead – BBC Live & In-Session (2005)

Galera, este aqui não é um original da Caverna. Eu baixei num dos meus blogs favoritos, A Taverna do Bárbaro (link na coluna da esquerda, confiram o DVD do Black Sabbath que tá lá) e reupei depois de botar letras e formação, como nos demais arquivos daqui.
Não precisa nem explicar, né. Álbum duplo com Lemmy e companhia de pé embaixo. Porrada da melhor qualidade!!!!! Ah, clique aqui para baixar o arquivo com as capas do CD.
Disco 1 (1978-1979)
1. Keep Us on the Road
2. Louie Louie
3. I'll Be Your Sister
4. Tear Ya Down
5. Stay Clean
6. No Class
7. White Line Fever
8. I'll Be Your Sister
9. Too Late, Too Late
10. (I Won't) Pay Your Price
11. Capricorn
12. Limb from Limb
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Disco 2 (1981-1986)
1. Fast and Loose
2. Live to Win
3. White Line Fever
4. Like a Nightmare
5. Bite the Bullet/The Chase Is Better Than the Catch
6. Killed by Death
7. Orgasmatron
8. Doctor Rock
9. Deaf Forever
10. Orgasmatron
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Quarta-feira, Abril 23, 2008
David Bowie – Bowie At The Beeb (2000)

Aqui, gravações de David Bowie em suas primeiras fases/personalidades, entre 1968 e 1971. Começa com tolices engraçadinhas como “London Bye Ta Ta”, passa pelo folk de “God Knows I’m Good”, flerta com a psicodelia em “Unwashed And Somewhat Slightly Dazed” até desaguar no rock altamente teatralizado da fase Ziggy Stardust.
Para fins de registro, incluí também o CD bônus com um show de Bowie gravado pela BBC em 2000, porém, essa fase dançante eletrônica não me diz rigorosamente nada.
Ah, importante. Os comentários continuam grátis. Parece que o povo está com medo de pagar tarifa.
Disco 1 (1968-1971)
1. In the Heat of the Morning
2. London Bye Ta Ta
3. Karma Man
4. Silly Boy Blue
5. Let Me Sleep Beside You
6. Janine
7. Amsterdam
8. God Knows I'm Good
9. The Width of a Circle
10. Unwashed and Somewhat Slightly Dazed
11. Cygnet Committee
12. Memory of a Free Festival
13. Wild Eyed Boy From Freecloud
14. Bombers
15. Looking For a Friend
16. Almost Grown
17. Kooks
18. It Ain't Easy
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Disco 2 (1971-1972)
1. The Supermen
2. Eight Line Poem
3. Hang on to Yourself
4. Ziggy Stardust
5. Queen Bitch
6. I'm Waiting for the Man
7. Five Years
8. White Light/White Heat
9. Moonage Daydream
10. Hang on to Yourself
11. Suffragette City
12. Ziggy Stardust
13. Starman
14. Space Oddity
15. Changes
16. Oh! You Pretty Things
17. Andy Warhol
18. Lady Stardust
19. Rock 'n' Roll Suicide
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Disco 3 (BBC Radio Theatre - 2000)

1. Wild Is the Wind
2. Ashes to Ashes
3. Seven
4. This Is Not America
5. Absolute Beginners
6. Always Crashing in the Same Car
7. Survive
8. Little Wonder
9. The Man Who Sold the World
10. Fame
11. Stay
12. Hallo Spaceboy
13. Cracked Actor
14. I'm Afraid of Americans
15. Let's Dance
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Queen – At The BBC (1995)

Isso aqui é uma autêntica jóia. Gravações do Queen feitas em fevereiro e dezembro de 1973, sendo que as primeiras aconteceram antes mesmo do lançamento do disco de estréia da banda, que só sairia em julho daquele ano. Tirando “Ogre Battle” (aqui em versão bem embrionária), todas as músicas saíram no disco Queen e mostram um grau de talento e profissionalismo que marcou desde o primeiro momento a trajetória da banda.
Pena que John Deacon inventou de compor...
1. My Fairy King
2. Keep Yourself Alive
3. Doing All Right
4. Liar
5. Ogre Battle
6. Great King Rat
7. Modern Times Rock 'n' Roll
8. Son and Daughter
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Terça-feira, Abril 22, 2008
The Yardbirds – The BBC Sessions (1999)

Ainda no tema BBC, desta vez o destaque vai para The Yardbirds, banda que revelou Eric Clapton, Jeff Beck e Jimmy Page. Clapton não chega a participar de nenhuma destas gravações, pois deixara a banda pouco antes da primeira, em 1965. Page participa das seis últimas faixas, de forma que os holofotes ficam todos com o grande Jeff Beck. É uma ótima oportunidade para ver como a combinação de rock ingênuo com blues eletrificado que marcava a “invasão britânica” do início dos anos 60 evoluiu para a elaborada psicodélia do fim da década.
1. I Ain't Got You
2. For Your Love
3. I'm Not Talking
4. I Wish You Would
5. Heart Full of Soul
6. I Ain't Done Wrong
7. Too Much Monkey Business
8. Love Me Like I Love You
9. I'm a Man
10. Evil Hearted You
11. Still I'm Sad
12. Hang on Sloopy
13. Smokestack Lightning
14. You're A Better Man Than I
15. The Train Kept A-Rollin'
16. Dust My Broom
17. Baby, Scratch My Back
18. Over Under Sideways Down
19. The Sun Is Shining
20. Shapes of Things
21. Most Likely You'll Go Your Way (And I'll Go Mine)
22. Little Games
23. Drinking Muddy Water
24. Think About It
25. Goodnight Sweet Josephine
26. My Baby
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Segunda-feira, Abril 21, 2008
The Who – The BBC Sessions (2000)

A Caverna não é muito dada a séries – sempre acabam limitando o blog –, mas vamos, na medida do possível, desovar uns BBCs de diversos artistas. Começou com Led Zeppelin e agora vamos para a Maior Banda de Rock de Todos os Tempos, The Who.
1. My Generation (Radio 1 Jingle)
2. Anyway, Anyhow, Anywhere
3. Good Lovin'
4. Just You and Me, Darling
5. Leaving Here
6. My Generation
7. The Good's Gone
8. La La La Lies
9. Substitute
10. Man with Money
11. Dancing in the Street
12. Disguises
13. I'm a Boy
14. Run Run Run
15. Boris the Spider
16. Happy Jack
17. See My Way
18. Pictures of Lily
19. A Quick One (While He's Away)
20. Substitute version 2
21. The Seeker
22. I'm Free
23. Shakin' All Over/Spoonful medley
24. Relay
25. Long Live Rock
26. Boris the Spider (Radio 1 Jingle)
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Led Zeppelin – BBC Sessions (1997)

E, já que estamos falando de Zepelim de Chumbo, mesmo, aqui vai o duplo deles com gravações da BBC entre 1969 e 1971 – particularmente, acho a melhor fase da banda.
Da mesma forma, a taxa de bits é variável, indo de 192 a 320 kbps.
Disco 1
1. You Shook Me
2. I Can't Quit You Baby
3. Communication Breakdown
4. Dazed and Confused
5. The Girl I Love She Got Long Black Wavy Hair
6. What Is and What Should Never Be
7. Communication Breakdown
8. Travelling Riverside Blues
9. Whole Lotta Love
10. Somethin' Else
11. Communication Breakdown
12. I Can't Quit You Baby
13. You Shook Me
14. How Many More Times
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Disco 2
1. Immigrant Song
2. Heartbreaker
3. Since I've Been Loving You
4. Black Dog
5. Dazed and Confused
6. Stairway to Heaven
7. Going to California
8. That's the Way
9. Whole Lotta Love
10. Thank You
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Led Zeppelin – How The West Was Won (2003)

Galera, o trabalho e outros compromissos não estão me permitindo atualizar a Caverna no ritmo que eu gostaria, mas o blog continua. A prova disso é esta jóia, registro de dois shows do Led Zeppelin nos Estados Unidos em 1972. As gravações já circulavam há tempos como bootlegs, mas receberam um trato e ganharam uma embalagem bonita. O álbum triplo faz par com uma caixa de DVDs com shows deles ao longo de toda a carreira. Simplesmente imperdível.
Ah, a taxa de bits é variável, indo de 192 a 320 kbps.
Disco 1
1. LA Drone
2. Immigrant Song
3. Heartbreaker
4. Black Dog
5. Over the Hills and Far Away
6. Since I've Been Loving You
7. Stairway to Heaven
8. Going to California
9. That's the Way
10. Bron-Y-Aur Stomp
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Disco 2
1. Dazed and Confused
Walter's Walk
The Crunge
2. What Is and What Should Never Be
3. Dancing Days
4. Moby Dick
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Disco 3
1. Whole Lotta Love Medley
Boogie Chillun
Let's Have a Party
Hello Mary Lou
Going Down Slow
2. Rock and Roll
3. The Ocean
4. Bring It On Home
Bring It On Back
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Sexta-feira, Março 21, 2008
Inkubus Sukkubus – Science & Nature (2007)

Galera, na categoria favoritos da casa, o novo disco da excelente banda pagã inglesa Inkubus Sukkubus. O disco traz a segunda cover deles para uma canção dos Stones, “Sympathy For The Devil” – o grupo regravou “Paint It Black” em Vampyre Erotica, já disponível na Caverna.
1. Science & Nature (Pump It Up)
2. Messalina
3. Nightwing
4. Sanctuary
5. Lie with Me
6. Catholic Taste
7. Inner Demon
8. Aryan Adrian
9. Three Women & The Sea
10. Fool
11. The Fallen
12. Sympathy for the Devil
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Zabriskie Point – Trilha sonora remasterizada (1970)
NOVOS LINKS!

Zabriskie Point pode não ser o melhor filme do mestre Michelangelo Antonioni (eu prefiro Blow UP), mas a trilha sonora é uma verdadeira aula de psicodélia, com destaque para as participações do Grateful Dead e do Pink Floyd (que ganhou um inexplicável "The" nos créditos). E nesta versão turbinada há um segundo CD de bônus, com material de Jerry Garcia (cérebro do GD) e do Floyd. Uma preciosidade.
Disco: 1
1. Heart Beat, Pig Meat - The Pink Floyd
2. Brother Mary - The Kaleidoscope
3. Dark Star (Excerpt) - The Grateful Dead
4. Crumbling Land - The Pink Floyd
5. Tennesee Waltz - Patti Page
6. Sugar Babe - The Youngbloods
7. Love Scene - Jerry Garcia
8. I Wish I Was A Single Girl Again - Roscoe Holcomb
9. Mickey's Tune - The Kaleidoscope
10. Dance Of Death - John Fahey
11. Come In Number 51, Your Time Is Up - The Pink Floyd
Donwload
Disco: 2
1. Love Scene Improvisations-Version 1 - Jerry Garcia
2. Love Scene-Version 2 - Jerry Garcia
3. Love Scene-Version 3 - Jerry Garcia
4. Love Scene-Version 4 - Jerry Garcia
5. Country Song - The Pink Floyd
6. Unknown Song - The Pink Floyd
7. Love Scene-Version 6 - The Pink Floyd
8. Love Scene-Version 4 - The Pink Floyd
Donwload

Zabriskie Point pode não ser o melhor filme do mestre Michelangelo Antonioni (eu prefiro Blow UP), mas a trilha sonora é uma verdadeira aula de psicodélia, com destaque para as participações do Grateful Dead e do Pink Floyd (que ganhou um inexplicável "The" nos créditos). E nesta versão turbinada há um segundo CD de bônus, com material de Jerry Garcia (cérebro do GD) e do Floyd. Uma preciosidade.
Disco: 1
1. Heart Beat, Pig Meat - The Pink Floyd
2. Brother Mary - The Kaleidoscope
3. Dark Star (Excerpt) - The Grateful Dead
4. Crumbling Land - The Pink Floyd
5. Tennesee Waltz - Patti Page
6. Sugar Babe - The Youngbloods
7. Love Scene - Jerry Garcia
8. I Wish I Was A Single Girl Again - Roscoe Holcomb
9. Mickey's Tune - The Kaleidoscope
10. Dance Of Death - John Fahey
11. Come In Number 51, Your Time Is Up - The Pink Floyd
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Disco: 2
1. Love Scene Improvisations-Version 1 - Jerry Garcia
2. Love Scene-Version 2 - Jerry Garcia
3. Love Scene-Version 3 - Jerry Garcia
4. Love Scene-Version 4 - Jerry Garcia
5. Country Song - The Pink Floyd
6. Unknown Song - The Pink Floyd
7. Love Scene-Version 6 - The Pink Floyd
8. Love Scene-Version 4 - The Pink Floyd
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Obús – En Directo (1987)

Galera, a atualização, com deu pra notar, está mais espaçada do que eu gostaria. Vou tentar compensar com a qualidade. A despeito de estarmos todos querendo que os espanhóis se estrepem, a escrotidão do governo e de um ou outro oriundo do país não desmerece a música feita naquela terra. Até porque, se a Espanha já deu ao mundo figuras “humanas” do quilate de Cortez, Torquemada e Franco, também produziu Dali, San Juan de La Cruz e Garcia Lorca, entre outros.
Por isso, preparate, va estallar el obus! Um dos pioneiros do rock pesado ibérico em impecável apresentação ao vivo, tudo socado num único arquivo.
Disco 1
1. Intro
2. Necesito más
3. La raya
4. El que más
5. Autopista
6. Va a estallar el obus
7. Crisis
8. Pesadilla nuclear
9. Dame amor
10. Te visitará la muerte
Disc 2
1. Me persigues
2. Suena que atruena
3. Juego sucio
4. Metralla
5. Dinero, dinero
6. Complaciente o cruel
7. Rómpelo
8. Mentiroso
9. Vamos muy bien
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Terça-feira, Março 04, 2008
Bill Ward - When the Bough Breaks (1997)
NOVO LINK!

Atendendo a pedidos, sobe o segundo solo do Bill Ward, batera do Black Sabbath.
1. Hate
2. Children Killing Children
3. Growth
4. When I Was a Child
5. Please Help Mommy (She's A Junkie)
6. Shine
7. Step Lightly
8. Love And Innocence
9. Animals
10. Nighthawks Stars & Pines
11. Try Life
12. When The Bough Breaks
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Atendendo a pedidos, sobe o segundo solo do Bill Ward, batera do Black Sabbath.
1. Hate
2. Children Killing Children
3. Growth
4. When I Was a Child
5. Please Help Mommy (She's A Junkie)
6. Shine
7. Step Lightly
8. Love And Innocence
9. Animals
10. Nighthawks Stars & Pines
11. Try Life
12. When The Bough Breaks
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Jeff Healey in memoriam
Galera, morreu anteontem o guitarrista e cantor canadense Jeff Healey. A causa da morte foi um retinoblastoma, um raro câncer nos olhos, que já fizera o artista perder a visão com apenas um ano de idade. Talvez por conta da cegueira, Healey desenvolveu um modo de tocar curioso, com a guitarra deitada sobre os joelhos como um teclado. Cantou blues com maestria e fez covers matadoras para clássicos do rock, em especial “While My Guitar Gently Weeps”, dos Beatles.
Healey ia fazer 42 anos (putz, tínhamos a mesma idade) e deixa uma lacuna irreparável na música. A Caverna presta sua homenagem com três discos obrigatórios.
Hell to Pay (1990)

1. Full Circle
2. I Think I Love You Too Much
3. I Can't Get My Hands On You
4. How Long Can A Man Be Strong
5. Let It All Go
6. Hell To Pay
7. While My Guitar Gently Weeps
8. Something To Hold On To
9. How Much
10. Highway Of Dreams
11. Life Beyond The Sky
Como está em 320 kbps, quebrei em dois arquivos:
Download parte 1
Download parte 2
Feel This (1992)

1. Cruel Little Number
2. Leave The Light On
3. Baby's Lookin' Hot
4. Lost In Your Eyes
5. House That Love Built
6. Evil And Here To Stay
7. My Kinda Lover
8. It Could All Get Blown Away
9. You're Coming Home
10. If You Can't Feel Anything Else
11. Heart Of An Angel
12. Dreams Of Love
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Cover To Cover (1995)

1. Shapes Of Things
2. Stop Breakin' Down
3. Highway 49
4. As The Years Go Passing By
5. I'm Ready
6. Evil
7. Stuck In The Middle With You
8. Angel
9. The Moon Is Full
10. Yer Blues
11. Communication Breakdown
12. Me And My Crazy Self
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Healey ia fazer 42 anos (putz, tínhamos a mesma idade) e deixa uma lacuna irreparável na música. A Caverna presta sua homenagem com três discos obrigatórios.
Hell to Pay (1990)

1. Full Circle
2. I Think I Love You Too Much
3. I Can't Get My Hands On You
4. How Long Can A Man Be Strong
5. Let It All Go
6. Hell To Pay
7. While My Guitar Gently Weeps
8. Something To Hold On To
9. How Much
10. Highway Of Dreams
11. Life Beyond The Sky
Como está em 320 kbps, quebrei em dois arquivos:
Download parte 1
Download parte 2
Feel This (1992)

1. Cruel Little Number
2. Leave The Light On
3. Baby's Lookin' Hot
4. Lost In Your Eyes
5. House That Love Built
6. Evil And Here To Stay
7. My Kinda Lover
8. It Could All Get Blown Away
9. You're Coming Home
10. If You Can't Feel Anything Else
11. Heart Of An Angel
12. Dreams Of Love
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Cover To Cover (1995)

1. Shapes Of Things
2. Stop Breakin' Down
3. Highway 49
4. As The Years Go Passing By
5. I'm Ready
6. Evil
7. Stuck In The Middle With You
8. Angel
9. The Moon Is Full
10. Yer Blues
11. Communication Breakdown
12. Me And My Crazy Self
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Domingo, Fevereiro 24, 2008
Xang – Destiny Of A Dream (1999)
Novo link!

Como dizia o programa do meu querido Paulo Sisinno, guitarras para o povo. As guitarras, neste caso, são mais viajantes que pesadas. O Xang é um grupo instrumental neoprogressivo do norte da França. Este é seu disco de estréia – muito bom, aliás.
1. The Revelation / Gaïa
2. Misgivings / Guernica
3. My Own Truth
4. The Prediction
5. The Dream
6. Bitterness
7. The Choice
8. The Light
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Como dizia o programa do meu querido Paulo Sisinno, guitarras para o povo. As guitarras, neste caso, são mais viajantes que pesadas. O Xang é um grupo instrumental neoprogressivo do norte da França. Este é seu disco de estréia – muito bom, aliás.
1. The Revelation / Gaïa
2. Misgivings / Guernica
3. My Own Truth
4. The Prediction
5. The Dream
6. Bitterness
7. The Choice
8. The Light
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Domingo, Fevereiro 17, 2008
Pearl Jam – Live At The Gorge 05-06 (2007)

Aí, galera. Depois de um hiato tão longo, vou me redimir com uma maratona: os sete CDs da caixa Live At The George 05-06, registro de três apresentações do Pearl Jam entre 2005 e 2006 no mesmo espaço, o Gorge Amphitheatre, em George, no estado de Washington.
São sete horas e meia de rock da melhor qualidade, com um repertório muito focado nos dois primeiros (e melhores) discos da banda. Uma coisa interessante é que os dois últimos shows foram gravados em dias seguidos, e são apresentações muito diferentes.
1º de setembro de 2005
Disco 1
1. I Believe In Miracles
2. Small town
3. Off He Goes
4. Low Light
5. Man Of The Hour
6. I Am Mine
7. Crazy Mary
8. Black
9. Hard To Imagine
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Disco 2
1. Given To Fly
2. Last Exit
3. Save You
4. Do The Evolution
5. Alone
6. Sad
7. Even Flow
8. Not For You
9. Corduroy
10. Dissident
11. MFC
12. Undone
13. Daughter
14. In My Tree
15. State Of Love And Trust
16. Alive
17. Porch
Download parte 1
Download parte 2
Disco 3
1. Encore Break
2. Love Boat Captain
3. Insignificance
4. Better Man
5. Rearvewmirror
6. I Won't Back Down
7. Last Kiss
8. Crown Of Thorns
9. Blood
10. Yellow Ledbetter
11. Baba O'Riley
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22 de julho de 2006
Disco 4
1. Wash
2. Corduroy
3. Hail Hail
4. World Wide Suicide
5. Severed Hand
6. Given To Fly
7. Small Town
8. Even Flow
9. Down
10. I Am Mine
11. Unemployable
12. Daughter
13. Gone
14. Black
15. Insignificance
16. Life Wasted
17. Blood
Download parte 1
Download parte 2
Disco 5
1. Encore Break
2. Footsteps
3. Once
4. Alive
5. State Of Love And Trust
6. Crown Of Thorns
7. Leash
8. Porch
9. Last Kiss
10. Inside Job
11. Go
12. Baba O'Riley
13. Dirty Frank
14. Rockin' In The Free World
15. Yellow Ledbetter
Download parte 1
Download parte 2
23 de julho de 2006
Disco 6
1. Severed Hand
2. Corduroy
3. World Wide Suicide
4. God's Dice
5. Animal
6. Do The Evolution
7. In Hiding
8. Green Disease
9. Even Flow
10. Marker In The Sand
11. Wasted Reprise
12. Better Man
13. Army Reserve
14. Garden
15. Rats
16. Whipping
17. Jeremy
18. Why Go
Download parte 1
Download parte 2
Disco 7
1. Encore Break
2. I Won't Back Down
3. Life Wasted
4. Big Wave
5. Satan's Bed
6. Spin The Black Circle
7. Alive
8. Given To Fly
9. Little Wing
10. Crazy Mary
11. Comatose
12. Fuckin' Up
13. Yellow Ledbetter
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Segunda-feira, Janeiro 14, 2008
Aerosmith – Transmissions (2007)

Galera, uma menina que trabalha comigo ganhou isso aqui de um parente que foi à França. O disco foi fabricado na China, portanto, tem boa chance de ser piratão, mas a qualidade é enorme – vem inclusive com um livro com biografia da banda e muitas fotos.
As músicas foram gravadas durante a apresentação da banda na edição 1994 do festival de Woodstock.
1. Eat the Rich
2. Rag Doll
3. Cryin'
4. Crazy
5. Love In An Elevator
6. Dude Looks Like A Lady
7. Sweet Emotion
8. Come Together
9. Dream On
10. Livin' On The Edge
11. Walk This Way
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Ah, como eu sou gente boa à beça, upei também as faixas em vídeo: "Toys In The Attic" e "Mama Kin"
Sábado, Janeiro 05, 2008
Mary Fahl – From The Dark Side Of The Moon (2007)

O povo começou 2008 com uma tremenda preguiça na hora de fazer comentários, mas, pelo relatório de downloads, o post do October Project está fazendo sucesso. Assim, na mesma linha, coloco aqui uma preciosidade que achei no ótimo blog Série Echoes (o link já está na lista de recomendados).
Depois de dois discos solo (um EP e um CD completo) abaixo de sua capacidade, a vocalista Mary Fahl, na minha opinião, a alma do OP, estava mais perdida que pum em bombacha. A única coisa que tinha como certa é que queria um repertório mais forte, que trouxesse paixão e grandiosidade. Seu empresário, Steven Saporta, entrou em contato com o produtor David Warner com a idéia de fazer um disco de covers, mas Warner teve uma idéia mais ousada: reinterpretar um único disco clássico, do começo ao fim.
O projeto, desafiador por si só, ganhou um peso ainda maior quando Warner e Fahl escolheram o disco a ser recriado, nada menos que The Dark Side Of The Moon, a obra máxima do Pink Floyd, que passou nada menos que 14 anos consecutivos na lista de 200 discos mais vendidos da Billboard e é o quinto disco mais vendido de todos os tempos. A princípio, Mary assustou-se com a ambição do produtor: "Ele (o disco) é como o Cálice Sagrado. Uma obra de arte danada de boa, muito mais que o produto de uma época", declarou.
Os medos iniciais desapareceram com a entrada em cena do guitarrista e tecladista Mark Doyle. Assim como o produtor e a cantora, ele sentia uma certa desilusão com os caminhos atuais da música pop e uma profunda admiração pelo disco do Floyd. Para "ver o que rolava", os três entraram no estúdio particular de Doyle para gravar "Us And Them". Mary Fahl se sentiu tão à vontade que todas as dúvidas foram embora. O projeto começara.
Para nortear o trabalho, o trio baseou-se em respeito e experimentação. Respeito pela forma original das canções e experimentação na hora de recriá-las sem cair no esquema de banda tributo. A primeira ousadia veio numa dúvida: como uma vocalista vai regravar um disco 40% instrumental? A resposta de Doyle foi simples: transformar a voz de Mary num instrumento, sem precisar necessariamente de uma letra – aliás, o que o próprio Floyd fez com Clare Torry em "The Great Gig In The Sky". Esta, para não ficar uma cópia carbono (e também porque o alcance da voz de Torry era quase impressionante), foi recriada como um lamento xamânico. Outra que mudou muito foi "Money", que ficou mais dançável. O resultado nesse caso é discutível, mas, para sem bem polêmico, sempre achei "Money" a música mais chata (melhor dizendo, a única música chata) do disco original.
Disco gravado, aconteceu alguma coisa com o projeto que ele simplesmente não chegou ao público. Seja qual for o motivo, esse tesouro só existe em downloads. O site oficial de Mary (http://www.maryfahl.com) não faz qualquer menção a ele. Uma pena.
Ah, como o disco não saiu oficialmente, a capa lá em cima é fake, misturando o prisma do disco original com a foto do álbum solo de Mary Fahl.
1. Speak To Me
2. Breathe
3. On The Run
4. Time / Breathe
5. The Great Gig In The Sky
6. Money
7. Us And Them
8. Any Colour You Like
9. Brain Damage
10. Eclipse
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Quinta-feira, Janeiro 03, 2008
October Project – Dois CDs
Esta aqui é uma banda que eu descobri em 1993 e que parece ter existido para desafiar rótulos. É rock? Calmo demais. Pop? Denso demais – e com o vozeirão de Mary Fahl. New age? Atormentado demais, por conta das letras de Julie Flanders. Progressivo? Minimalista demais. No fim, é um pouco de tudo isso, com uma temática que às vezes beira o gótico, mas com um tempero percussivo. Só ouvindo mesmo.
Julie Flanders conheceu o tecladista Emil Adler ainda na adolescência. Fizeram faculdade juntos e acabaram se casando. Dessa união nasceu também uma sólida parceria musical, à qual se somou a também tecladista Marina Belica. Mas, embora Marina cantasse, sua voz era comum, naquela linha suave e meio chatinha do começo dos anos 90.
A química só ficou completa com a entrada em cena de Mary Fahl, uma estudante de literatura medieval e atriz bissexta. Com uma voz poderosa e mais para grave – na contramão da moda – ela deu o toque de personalidade que faltava à banda, completada pelo guitarrista e (mais) violonista David Sabatino.
Depois de muito tocar em festinhas de amigos, o quinteto (Flanders era contada como membro da banda) gravou uma fita demo e conseguiu um contrato com a Epic, o que resultou nos dois discos abaixo.
October Project (1993)

Trabalho de estréia da banda, é, como foi dito acima, um disco para desafiar rótulos. O instrumental é muito elaborado, mas sem espaço para solos. Cada instrumentista (incluindo baterista, percussionista e baixista contratados) faz sua parte para montar uma moldura sonora na qual a voz de Fahl, com apoio de Belica, valoriza as excelentes letras de Flanders.
Se só puder ouvir uma música, vá direto para "Take Me As I Am", remotamente inspirada no livro Entrevista com o Vampiro, de Anne Rice – que depois pirou e virou fanática religiosa.
1. Bury My Lovely
2. Ariel
3. Where You Are
4. A Lonely Voice
5. Eyes Of Mercy
6. Return To Me
7. Wall Of Silence
8. Take Me As I Am
9. Now I Lay Me Down
10. Always
11. Paths Of Desire
12. Be My Hero
Download
Falling Farther In (1995)

Em seu segundo disco, o October Project soou um tantinho mais pop, embora as qualidades do primeiro trabalho ainda estivessem presentes. A entrada definitiva do percussionista Urbano Sanchez deu uma certa latinidade que às vezes cai bem, outras não. "Sunday Morning Yellow Sky", por exemplo, ficou desnecessariamente pop com a batidinha reagge/jazzista, a despeito da interpretação apaixonada de Mary Fahl. Já "Adam & Eve" e a faixa título valem o disco.
O álbum chegou a entrar no Top 200 da Billboard, mas ficou abaixo das expectativas da Epic, que encerrou o contrato com a banda. Pouco tempo depois, o October Project se separou.
Recentemente, Adler, Flanders (que agora canta) e Belica voltaram a se apresentar como October Project, mas fica bem claro que falta a liga dada por Mary Fahl, que segue uma injustamente discreta carreira solo.
1. Deep As You Go
2. Something More Than This
3. Sunday Morning Yellow Sky
4. Adam & Eve
5. Johnny
6. Funeral In His Heart
7. After The Fall
8. One Dream
9. Dark Time
10. Falling Farther In
11. If I Could
Download
Julie Flanders conheceu o tecladista Emil Adler ainda na adolescência. Fizeram faculdade juntos e acabaram se casando. Dessa união nasceu também uma sólida parceria musical, à qual se somou a também tecladista Marina Belica. Mas, embora Marina cantasse, sua voz era comum, naquela linha suave e meio chatinha do começo dos anos 90.
A química só ficou completa com a entrada em cena de Mary Fahl, uma estudante de literatura medieval e atriz bissexta. Com uma voz poderosa e mais para grave – na contramão da moda – ela deu o toque de personalidade que faltava à banda, completada pelo guitarrista e (mais) violonista David Sabatino.
Depois de muito tocar em festinhas de amigos, o quinteto (Flanders era contada como membro da banda) gravou uma fita demo e conseguiu um contrato com a Epic, o que resultou nos dois discos abaixo.
October Project (1993)

Trabalho de estréia da banda, é, como foi dito acima, um disco para desafiar rótulos. O instrumental é muito elaborado, mas sem espaço para solos. Cada instrumentista (incluindo baterista, percussionista e baixista contratados) faz sua parte para montar uma moldura sonora na qual a voz de Fahl, com apoio de Belica, valoriza as excelentes letras de Flanders.
Se só puder ouvir uma música, vá direto para "Take Me As I Am", remotamente inspirada no livro Entrevista com o Vampiro, de Anne Rice – que depois pirou e virou fanática religiosa.
1. Bury My Lovely
2. Ariel
3. Where You Are
4. A Lonely Voice
5. Eyes Of Mercy
6. Return To Me
7. Wall Of Silence
8. Take Me As I Am
9. Now I Lay Me Down
10. Always
11. Paths Of Desire
12. Be My Hero
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Falling Farther In (1995)

Em seu segundo disco, o October Project soou um tantinho mais pop, embora as qualidades do primeiro trabalho ainda estivessem presentes. A entrada definitiva do percussionista Urbano Sanchez deu uma certa latinidade que às vezes cai bem, outras não. "Sunday Morning Yellow Sky", por exemplo, ficou desnecessariamente pop com a batidinha reagge/jazzista, a despeito da interpretação apaixonada de Mary Fahl. Já "Adam & Eve" e a faixa título valem o disco.
O álbum chegou a entrar no Top 200 da Billboard, mas ficou abaixo das expectativas da Epic, que encerrou o contrato com a banda. Pouco tempo depois, o October Project se separou.
Recentemente, Adler, Flanders (que agora canta) e Belica voltaram a se apresentar como October Project, mas fica bem claro que falta a liga dada por Mary Fahl, que segue uma injustamente discreta carreira solo.
1. Deep As You Go
2. Something More Than This
3. Sunday Morning Yellow Sky
4. Adam & Eve
5. Johnny
6. Funeral In His Heart
7. After The Fall
8. One Dream
9. Dark Time
10. Falling Farther In
11. If I Could
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Segunda-feira, Dezembro 31, 2007
Paradise Lost – Draconian Times (1995)

Queridos, feliz ano novo solar para todos. Eu sei que a data é de alegria e júbilo, mas nos vamos dar um toque adoravelmente deprê com Draconian Times, o melhor disco da banda inglesa Paradise Lost. Destaque para o vocal cavernoso de Nick Holmes.
Bem, é isso. Bênçãos de Jano a todos, e nos vemos em 2008.
1. Enchantment
2. Hallowed Land
3. The Last Time
4. Forever Failure
5. Once Solemn
6. Shadowkings
7. Elusive Cure
8. Yearn for Change
9. Shades of God
10. Hands of Reason
11. I See Your Face
12. Jaded
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Sábado, Dezembro 29, 2007
Nightwish – Live In Helsinki (2007)

Ok, galera. Para formar uma opinião definitiva sobre a mudança dos microfones do Nightwish, eu tinha que ouvir Anette Olzon ao vivo. Corri atrás encontrei este bom bootleg na comunidade Avalon (o link já está na lista de recomendados).
Conclusão? A única possibilidade de dar certo é Tuomas Holopainen tomar uma decisão radical e banir dos shows todo o repertório antigo da banda. Nas listas de discussão, muita gente defende que Tuomas não poderia mesmo procurar uma imitadora de Tarja Turunen, que tinha de partir para alguém diferente e que, no frigir dos ovos, o Nightwish agora é uma outra banda. Em estúdio, pode até ser. Ao vivo, o bicho pega – ou melhor, não pega.
As músicas que foram feitas para a vozinha de Anette até funcionam, mas nas canções gravadas originalmente por Tarja, a performance da moça é simplesmente patética. Como eu já opinei aqui, ela tem uma voz comum. Afinadinha, corretinha, mas curta, sem profundidade e, o que é mais sério, sem personalidade. Fica parecendo uma (má) banda cover de Nightwish.
Tuomas é, além de excelente tecladista, um compositor inspirado, com boas melodias e letras brilhantes – apesar de afundado até a cabeça em culpa cristã. Mas esta gravação desfaz uma certa injustiça que alguns fãs exaltados cometem de atribuir a ele a única responsabilidade pela qualidade musical da banda. Não. Embora Tarja não compusesse (dizem as más línguas que ela sequer ensaiava), a voz dela ajudava a definir o caráter das músicas. O melhor exemplo esta naquela que é uma das minhas canções favoritas da banda: "Sleeping Sun". Com Anette, a música (antes densa e envolvente) revelou-se dolorosamente brega.
Quero agora ouvir alguma gravação ao vivo de Tarja em excursão solo. O disco de estréia dela pecava principalmente pela falta de um compositor inspirado. Mas, para os shows, não é tão difícil assim contratar músicos que emulem o Nightwish. O resultado pode até ficar uma titica, mas ao menos as músicas vão contar com o vozeirão dela – e ninguém vai precisar ouvir "Eva"...
Ah, segue uma capa que eu mesmo fiz.
01. Intro
02. Bye, Bye, Beautiful
03. Cadence Of Her Last Breath
04. Dark Chest of Wonders
05. Ever Dream
06. Come Cover Me
07. Amaranth
08. Sacrament of Wilderness
09. The Islander
10. The Poet And The Pendulum
11. She Is My Sin
12. Sahara
13. Sleeping Sun
14. Slaying the Dreamer
15. Nemo
16. Dark Passion Play Platinum Awards
17. Eva
18. Wishmaster
19. Wish I Had An Angel
20. Outro
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Sexta-feira, Dezembro 21, 2007
Journey - Journey (1975)

Antes que o povo comece a espumar por eu ter retomado o blog justo com uma banda chata de arena rock do início dos anos 80, é importante lembrar que nem sempre essa foi a regra do Journey - e certamente não se aplica ao disco de estréia.
Em 1972, o vocalista e tecladista Gregg Rolie e o guitarrista Neil Schon saltaram fora da banda de Carlos Santana. Rolie estava insatisfeito com os rumos cada vez mais latinos do grupo, enquanto Schon sentia pouco espaço para brilhar tendo que competir com o chefe. Juntaram-se ao baixista Ross Valorie, ao guitarrista George Tickner e ao baterista Prairie Prince e formara sua própria banda, que ganhou o nome Journey por sugestão de um roadie.
Prince foi embora após alguns shows, substituído pelo ótimo Aynsley Dunbar, e foi essa formação que entrou em estúdio para gravar o disco de estréia. O resultado é um trabalho fundamentalmente progressivo, com toques de jazz rock. "Of A Lifetime", por exemplo, tem cadeira cativa em qualquer boa coletânea de prog - o mesmo pode ser dito de "Topaz". Fora da sombra de Carlos Santana, Schon dá um show, enquanto o teclado de Rolie e a cozinha de Valory e Dunbar reforçam o clima prog. Tickner não cheira nem fede, tanto que deixaria a banda em seguida.
Nos dois discos seguintes, o Journey baixou a bola do lado progressivo, mas manteve uma boa qualidade musical. Infelizmente, como quase sempre acontece, qualidade não significa boa vendagem. Daí a guinada para um rock cada vez mais comercial, com a entrada do vocalista Steve Perry (Gregg Rolie continuou na banda, mas só como tecladista) e a demissão de Aynsley Dunbar. A banda estourou com o disco Infinity, de 1978, mas foi se tornando cada vez mais previsível. O golpe de morte para os fãs da fase original aconteceu em 1980, quando Rolie pediu demissão e indicou Jonathan Cain para seu lugar nos teclados. Saía o tradicional órgão Hammond para dar lugar aos sintetizadores pasteurizados dos anos 80. Esqueçam "Of A Lifetime", o papo agora era "Don't Stop Believin'".
Ainda bem que temos o blog pra lembrar a fase boa.
1. Of A Lifetime
2. In The Morning Day
3. Kohoutek
4. To Play Some Music
5. Topaz
6. In My Lonely Feeling
7. Mystery Mountain
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Terça-feira, Dezembro 04, 2007
Black Sabbath – Asbury Park Live (1975)

Galera, há anos eu não ouvia um bootleg do Black Sabbath tão bom, tanto em repertório quanto em qualidade de som. Na época de Sabotage, a banda de Tony Iommi, Ozzy Osbourne, Geezer Butler e Bill Ward deu um show antológico no Asbury Park, em Nova Jersey – curiosidade: o parque fica no bairro onde nasceu e cresceu Bruce Springsteen e já inspirou o nome de um disco do dito cujo. Voltando ao assunto, o show foi gravado pelo programa de rádio King Biscuit Flower Hour, responsável por uma impressionante safra de discos ao vivo.
Por algum motivo obscuro, o show jamais virou disco, mas três de suas músicas (“Hole in the Sky”, “Symptom of the Universe” e “Megalomania”) acabaram incluídas no oficial Past Lives. Conta o texto que acompanha esta versão que um colecionador conseguiu com um técnico do King Biscuit uma cópia completa do show, o que resultou nos discos que você vai baixar agora. Portanto, nosso muito obrigado aos dois.
Atenção especial para as jams enlouquecidas do segundo disco. Vale lembrar que aquele guitarrista não as pontas de dois dedos da mão direita e é canhoto!!!!
Disc 1
1. Supertzar/Killing Yourself To Live
2. Hole In The Sky
3. Snowblind
4. Symptom Of The Universe
5. War Pigs
6. Intermission
7. Megalomania
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Disc 2
1. Sabbra Cadabbra (including jam, guitar solo and drum solo)
2. Supernaut
3. Iron Man
4. Instrumental Jam (including Orchid, Rock'n'Roll Doctor and guitar solo II)
5. Black Sabbath
6. Spiral Architect
7. Children Of The Grave
8. Paranoid
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Quinta-feira, Novembro 29, 2007
Zé Ramalho – Antologia Acústica (1997)

Galera, apesar de não estar assinando os comentários, a Priscila tá pedindo mais Zé Ramalho. Quem sou eu para negar.
Produzida por Robertinho do Recife, esta coletânea acústica marca os 20 anos de carreira de Zé como artista solo. Brilhante no repertório e nos arranjos, o disco tem, na minha opinião, só um ponto fraco, a tentativa de traduzir literalmente “Knocking On Heaven’s Door”, de Bob Dylan. Ficou um desafio à métrica.
Disco: 1
1. Avôhai
2. Chão de Giz
3. Beira-Mar
4. Vila Do Sossego
5. Canção Agalopada
6. Terceira Lâmina
7. Eternas Ondas
8. Garoto de Aluguel
9. Táxi Lunar
10. Kryptônia
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Disco: 2
1. Frevo Mulher
2. Banquete de Signos
3. Força Verde
4. Admirável Gado Novo
5. Galope Rasante
6. Bicho de 7 Cabeças
7. Mulher Nova, Bonita E Carinhosa Faz O Homem Gemer Sem Sentir Dor
8. Pepitas de Fogo
9. Jardim das Acácias II
10. Batendo Na Porta Do Céu (Knockin' on Heaven's Door)
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Segunda-feira, Novembro 26, 2007
Quiet Riot - Metal Health (1983)

Galera, morreu ontem em Las Vegas o vocalista do Quiet Riot, Kevin DuBrow, aos 52 anos. Fica aqui a homenagem da Caverna.
1. Metal Health
2. Cum on Feel the Noize
3. Don't Wanna Let You Go
4. Slick Black Cadillac
5. Love's a Bitch
6. Breathless
7. Run for Cover
8. Battle Axe
9. Let's Get Crazy
10. Thunderbird
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Quinta-feira, Novembro 22, 2007
Tarja Turunen – My Winter Storm (2007)

Bem, amigos da Caverna do Som. Jogo jogado, vamos a placar de Nightwish x Tarja Turunen: zero a zero. Na melhor das hipóteses, um a um, pois há bons momentos dos dois lados. Tuomas e companhia fizeram um disco com canções inspiradas e uma vocalista óbvia; Tarja, seu primeiro disco solo de rock, confirmou-se uma cantora inspirada, mas pecou pelas músicas óbvias.
Como previa o single “I Walk Alone”, o tom é de pastiche de Nightwish, com músicas feitas para soar como a banda anterior da diva, porém sem aqueles arroubos instrumentais que Tuomas e Jukka usavam para nos surpreender. Particularmente estranha é a regravação (sem nada que valorizasse a versão original) de “Poison”, um sucesso de Alice Cooper da fase hair metal. Não é significativa do repertório da Tia Alice e ficou tremendamente datada.
Uma curiosidade é que no disco Tarja estréia como compositora, assinando a faixa “Oasis”, uma faixa quase instrumental delicada (tem uma curta letra em finlandês), com forte presença do violoncelo e dos sintetizadores, com resultado particularmente bonito. Vale lembrar que os ex-colegas de Nightwish a acusavam de não participar em nada do processo criativo da banda – dizem que ela sequer ensaiava com eles, mas não se sabe até onde isso é fofoca.
Ouvidos os dois discos, vale registrar dois comentários que li no Orkut. Um, pessimista, dizia que ninguém - nem eles sem ela, nem ela sem eles - se sustentaria, pos a química tinha sido destruída. O outro, otimista, previa que Anette Olzon iria mostrar alguma personalidade com o tempo e que Tarja amadureceria na escolha do repertório e até nas composições, resultando em duas bandas de qualidade. Quem está certo? Ora, e eu sei lá! Se Dagda tivesse bola de cristal, estaria contando dinheiro da Mega Sena.
1. Ite, missa est
2. I Walk Alone
3. Lost Northern Star
4. Seeking For The Reign
5. The Reign
6. The Escape Of The Doll
7. My Little Phoenix
8. Die Alive
9. Boy And The Ghost
10. Sing For Me
11. Oasis
12. Poison (Alice Cooper cover)
13. Our Great Divide
14. Sunset
15. Damned And Divine
16. Minor Heaven
17. Ciarán's Well
18. Calling Grace
19. Damned Vampire & Gothic Divine
20. I Walk Alone (Artist Version)
21. I Walk Alone (In Extremo Remix)
Download parte 1
Download parte 2
Terça-feira, Novembro 20, 2007
Bacamarte – Depois do Fim (1983)

Já que falamos na primorosa afinação da paraense Jane Duboc, aqui está um disco que tem a voz dela e não choca tanto os freqüentadores habituais da Caverna. Quem curtiu rock progressivo no Rio de Janeiro no início dos anos 80 certamente trombou com Depois do Fim em alguma loja especializada. Na época, a gente olhava com certo estranhamento; hoje é um clássico reconhecido internacionalmente.
Formando em 1974, o Bacamarte fazia um prog sinfônico com óbvia influência européia. Chegou a aparecer em programas de TV e entrou em estúdio em 1977 para gravar este disco. Jane Duboc, que estudara canto lírico nos EUA, construía um sólido nome cantando em grupos de MPB e se preparava para vôos solo, foi convidada para cantar em quatro músicas, fazendo um trabalho muitas vezes comparado ao de Annie Haslam e Sonja Kristina (Jane, aliás, é bem mais afinada que esta).
Entretanto, o disco acabou não virando realidade naquele momento. Em 1983, quando a Fluminense FM virou uma espécie de catalizadora das diversas correntes do rock carioca, Mário Neto, guitarrista e dono do Bacamarte, mandou algumas das canções para a rádio, que as tocou com enorme sucesso. Em pouco tempo o disco estava nas lojas (que vendiam rock progressivo, claro), virando objeto de culto – renovado por uma hoje raríssima edição em CD de 1996. De lá para cá, tornou-se um item de colecionador entre os amantes do prog no exterior. Para muitos, é o melhor disco de progressivo dos anos 80, o que é uma certa empulhação, já que ele é mesmo da década anterior. Mas isso não atrapalha seu brilho.
1. UFO
2. Smog Alado
3. Miragem
4. Pássaro de Luz
5. Caño
6. Último Entardecer
7. Controvérsia
8. Depois do Fim
9. Mirante das Estrelas
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MPB 80 – Finalistas
Galera, estes dois discos são totalmente fora do escopo da Caverna – a não ser pelo critério qualidade –, mas merecem estar disponíveis pela raridade e por serem um documento inestimável dos últimos estertores da Música Popular Brasileira.
Em 1980, a TV Globo resolveu apostar novamente no formato dos “Festivais da Canção”, que definiu o que se convencionou chamar de MPB, uma música feita, em geral, por pessoas oriundas do meio universitário, com alto grau de sofisticação melódica e lírica e, freqüentemente, abordando temas políticos e sociais que incomodavam o regime militar. Podia ser samba, música regional ou até um híbrido com rock, o rótulo era bem abrangente. Mas, paradoxalmente, não incluía os gêneros realmente populares (melhor dizendo, popularescos), como música cafona, depois chamada de brega, ou sertaneja mais autêntica.
No caso do MPB 80, milhares de artistas enviaram canções, que passaram por uma pré-seleção antes das eliminatórias, realizadas no Teatro Fênix, o mega-estúdio onde a Globo gravava seus (bons) programas musicais e bombas como Cassino do Chacrinha. Dessas eliminatórias saíram vinte e dois finalistas, registrados nos dois LPs aqui presentes. Como, não sabe o que é LP? Faça uma pesquisa na Wikipedia, criança!
Respeitados os parâmetros da MPB definidos lá em cima, a seleção era um apanhado particularmente feliz do que se produzia em termos de música de qualidade no Brasil – lembrando que o rock brasileiro estava num certo hiato. Temos uma presença forte da música nordestina, incluindo sua vertente mais hermética, representada por “Pinhão na Amarração”, composta por Elomar e defendida por com garra por Décio Marques – como em todas as canções de Elomar, a letra é escrita em “linguagem dialetal sertaneza”, virtualmente incompreensível em alguns momentos. O samba está presente em forma estilizada, na bela “Essa Tal Criatura”, de Leci Brandão, e pura, no samba de roda “Reunião de Bacana”, escrito pelo figuraça Dicró e cantado pelo Exporta Samba. Seu refrão clássico, “se gritar pega ladrão, não fica um, meu irmão”, continua tristemente perfeito.
O gênero dominante seria uma espécie de “música urbana” com toques românticos (sem cair na breguice) e altamente sofisticada. Alguns arranjos chegavam às raias da grandiloqüência, como “Anunciação” e “Porto Solidão”. Nos dois casos, porém, a extrema qualidade dos intérpretes – Zezé Motta e Jessé, respectivamente – nos faz relevar o exagero. Aliás, sinal dos tempos, o desconcertantemente afinado Jessé era pastor protestante, mas defendeu no festival uma música sem qualquer cunho religioso.
A grande polêmica (e a coisa mais parecida com rock a dar as caras) ficou por conta de “O Mal É o Que Sai da Boca do Homem”, de Pepeu Gomes e Baby Consuelo. O verso (“Você pode fumar baseado / baseado em que você pode fazer quase tudo”) conquistou a rapaziada e provou a ira da censura oficial. A canção chegou a ser proibida, tocando nas rádios em versão instrumental, mas acabou liberada para a finalíssima.
A final, no Maranãzinho, despertou paixões. Imagino que até a desconhecida Mariama tivesse sua torcida. O grande vencedor acabou sendo Oswaldo Montenegro, com “Agonia”, de Mongol – particularmente, acho uma música menor dentro do repertório dele, e nem de longe a melhor entre as finalistas. O segundo lugar ficou com Amelinha, cantando “Foi Deus Quem Fez Você”, enquanto “A Massa”, composta e cantada por Raimundo Sodré, ficou em terceiro. O já citado Jessé levou Melhor Intérprete, e “Rio Capibaribe”, cantada pelo Quinteto Violado, Melhor Arranjo.
Mas por que eu falei em estertores lá em cima? Porque, em pouco mais de três anos, o cenário da música brasileira seria varrido por um aluvião de boçalidade chamado BRock. Esqueça a guitarra de Pepeu; o negócio eram dois acordes, se possível errados. Esqueça a afinação de Jane Duboc; o paradigma era Paula Toller, que ainda hoje desafina até em “Parabéns pra Você”. Enfim...
Volume 1

1. Agonia – Oswaldo Montenegro
2. Devassa – Fernanda
3. A Massa – Raimundo Sodré
4. Porto Solidão – Jessé
5. O Mal É o Que Sai da Boca do Homem – Baby Consuelo & Pepeu Gomes
6. Rio Capibaribe – Quinteto Violado
7. Clareana – Joyce
8. Reunião de Bacana – Exporta Samba
9. Diverdade – Diana Pequeno
10. Choro Alegre – Elza Maria
11. Pinhão na Amarração – Décio Marques
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Volume 2

1. Foi Deus Quem Fez Você – Amelinha
2. Tão Minha, Tão Mulher – Maurício Duboc
3. Demônio Colorido – Sandra Sá
4. Mais Uma Boca – Fátima Guedes
5. Hino Amizade – Zé Ramalho
6. Saudade – Jane Duboc
7. Rasta-Pé – Jorge Alfredo & Chico Evangelista
8. Essa Tal Criatura – Leci Brandão
9. Nostradamus – Duardo Dusek
10. Festa da Carne – Mariama
11. Anunciação – Zezé Motta
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Em 1980, a TV Globo resolveu apostar novamente no formato dos “Festivais da Canção”, que definiu o que se convencionou chamar de MPB, uma música feita, em geral, por pessoas oriundas do meio universitário, com alto grau de sofisticação melódica e lírica e, freqüentemente, abordando temas políticos e sociais que incomodavam o regime militar. Podia ser samba, música regional ou até um híbrido com rock, o rótulo era bem abrangente. Mas, paradoxalmente, não incluía os gêneros realmente populares (melhor dizendo, popularescos), como música cafona, depois chamada de brega, ou sertaneja mais autêntica.
No caso do MPB 80, milhares de artistas enviaram canções, que passaram por uma pré-seleção antes das eliminatórias, realizadas no Teatro Fênix, o mega-estúdio onde a Globo gravava seus (bons) programas musicais e bombas como Cassino do Chacrinha. Dessas eliminatórias saíram vinte e dois finalistas, registrados nos dois LPs aqui presentes. Como, não sabe o que é LP? Faça uma pesquisa na Wikipedia, criança!
Respeitados os parâmetros da MPB definidos lá em cima, a seleção era um apanhado particularmente feliz do que se produzia em termos de música de qualidade no Brasil – lembrando que o rock brasileiro estava num certo hiato. Temos uma presença forte da música nordestina, incluindo sua vertente mais hermética, representada por “Pinhão na Amarração”, composta por Elomar e defendida por com garra por Décio Marques – como em todas as canções de Elomar, a letra é escrita em “linguagem dialetal sertaneza”, virtualmente incompreensível em alguns momentos. O samba está presente em forma estilizada, na bela “Essa Tal Criatura”, de Leci Brandão, e pura, no samba de roda “Reunião de Bacana”, escrito pelo figuraça Dicró e cantado pelo Exporta Samba. Seu refrão clássico, “se gritar pega ladrão, não fica um, meu irmão”, continua tristemente perfeito.
O gênero dominante seria uma espécie de “música urbana” com toques românticos (sem cair na breguice) e altamente sofisticada. Alguns arranjos chegavam às raias da grandiloqüência, como “Anunciação” e “Porto Solidão”. Nos dois casos, porém, a extrema qualidade dos intérpretes – Zezé Motta e Jessé, respectivamente – nos faz relevar o exagero. Aliás, sinal dos tempos, o desconcertantemente afinado Jessé era pastor protestante, mas defendeu no festival uma música sem qualquer cunho religioso.
A grande polêmica (e a coisa mais parecida com rock a dar as caras) ficou por conta de “O Mal É o Que Sai da Boca do Homem”, de Pepeu Gomes e Baby Consuelo. O verso (“Você pode fumar baseado / baseado em que você pode fazer quase tudo”) conquistou a rapaziada e provou a ira da censura oficial. A canção chegou a ser proibida, tocando nas rádios em versão instrumental, mas acabou liberada para a finalíssima.
A final, no Maranãzinho, despertou paixões. Imagino que até a desconhecida Mariama tivesse sua torcida. O grande vencedor acabou sendo Oswaldo Montenegro, com “Agonia”, de Mongol – particularmente, acho uma música menor dentro do repertório dele, e nem de longe a melhor entre as finalistas. O segundo lugar ficou com Amelinha, cantando “Foi Deus Quem Fez Você”, enquanto “A Massa”, composta e cantada por Raimundo Sodré, ficou em terceiro. O já citado Jessé levou Melhor Intérprete, e “Rio Capibaribe”, cantada pelo Quinteto Violado, Melhor Arranjo.
Mas por que eu falei em estertores lá em cima? Porque, em pouco mais de três anos, o cenário da música brasileira seria varrido por um aluvião de boçalidade chamado BRock. Esqueça a guitarra de Pepeu; o negócio eram dois acordes, se possível errados. Esqueça a afinação de Jane Duboc; o paradigma era Paula Toller, que ainda hoje desafina até em “Parabéns pra Você”. Enfim...
Volume 1

1. Agonia – Oswaldo Montenegro
2. Devassa – Fernanda
3. A Massa – Raimundo Sodré
4. Porto Solidão – Jessé
5. O Mal É o Que Sai da Boca do Homem – Baby Consuelo & Pepeu Gomes
6. Rio Capibaribe – Quinteto Violado
7. Clareana – Joyce
8. Reunião de Bacana – Exporta Samba
9. Diverdade – Diana Pequeno
10. Choro Alegre – Elza Maria
11. Pinhão na Amarração – Décio Marques
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Volume 2

1. Foi Deus Quem Fez Você – Amelinha
2. Tão Minha, Tão Mulher – Maurício Duboc
3. Demônio Colorido – Sandra Sá
4. Mais Uma Boca – Fátima Guedes
5. Hino Amizade – Zé Ramalho
6. Saudade – Jane Duboc
7. Rasta-Pé – Jorge Alfredo & Chico Evangelista
8. Essa Tal Criatura – Leci Brandão
9. Nostradamus – Duardo Dusek
10. Festa da Carne – Mariama
11. Anunciação – Zezé Motta
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Quinta-feira, Novembro 15, 2007
Os Mutantes – Tudo Foi Feito Pelo Sol (1974)

Galera, aqui um pouco de progressivo nacional. Apesar do nome "Os Mutantes", este disco conta somente com o guitarrista e vocalista Sérgio Dias do trio original. Completam o time o excelente Túlio Mourão (teclados), Antônio Pedro de Medeiros (baixo) e Rui Motta (bateria).
Como eu disse, é puro progressivo, com faixas longas e solos até dizer chega. Em 1976, Dias lançaria um compacto duplo chamado Cavaleiros Negros ainda com o nome Os Mutantes, decretando em seguida o fim do grupo.
1. Deixe Entrar um Pouco D’Água no Quintal
2. Pitágoras
3. Desanuviar
4. Eu Só Penso em te Ajudar
5. Cidadão da Terra
6. O Contrário de Nada É Nada
7. Tudo Foi Feito Pelo Sol
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Sábado, Novembro 10, 2007
David Coverdale – Whitesnake (1977)

Vamos ser sinceros. Poucas pessoas no mundo da música já encararam uma rabuda semelhante à de David Coverdale, arrancado do anonimato aos 22 anos para a espinhosa tarefa de substituir Ian Gillan como vocalista do Deep Purple. E o fez com brilho – ainda mais contando com Glenn Hughes para cuidar dos agudos.
Com o fim da banda, em 1976, ele embarcou numa fugaz carreira solo, antes de formar o Whitesnake, mesmo título deste seu disco de estréia. O trabalho, como o seguinte Northwinds (disponível aqui na Caverna), é menos voltado para hard rock e mais para blues e soul, mostrando toda a versatilidade de um dos melhores cantores das décadas de 70 e 80.
1. Lady
2. Blindman
3. Goldies Place
4. Whitesnake
5. Time On My Side
6. Peace Lovin' Man
7. Sunny Days
8. Hole In The Sky
9. Celebration
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Domingo, Novembro 04, 2007
BBM - Around The Next Dream (1994)
Link corrigido

Tenho que confessar uma coisa. Ao contrário de muita gente, eu não tenho nada contra os velhinhos do rock'n'roll se juntarem para ganhar uns trocados. Primeiro porque eles, em geral, têm um passado respeitável que pode servir de desculpa para derrapadas na velhice. Segundo porque esses veteranos são todos de uma época em que quem tinha talento era o músico, não o assessor de imprensa da banda. Ou seja, mesmo seus piores momentos ainda dão de goleada na maior parte das bandas ditas "mudérnas".
Por conta disso, foi com o espírito pra lá de desarmado que ouvi esse disco assim que a gravadora me enviou, em 1994. Ok, ok, eu sabia que era banda armada. Um ano antes Ginger Baker, Jack Bruce e Eric Clapton tinham reunido o lendário Cream para uma apresentação no Rock'n'Roll Hall of Fame e os dois primeiros cantaram o superastro para uma volta definitiva do pai dos power trio, mas Clapton não topou. Baker e Bruce não se fizeram de rogados e convidaram Gary Moore, então no auge de sua fase bluseira, para formar um grupo que recebeu como nome as iniciais dos integrantes.
Como eu disse, botei a bolachinha no CD player com o espírito mais condescendente do mundo, mas nem precisava. Around The Next Dream era (e ainda é) sensacional. Baker e Bruce procuraram, na medida do possível, recriar o clima das músicas do Cream, com instrumentais elaborados e belas armonias vocais, com um pé mais firme no hard rock. Moore, por sua vez, contribuiu com belos blues feitos sob medida para sua voz, bem mais rascante que a de Bruce. E, claro, debulhou a guitarra e todas as faixas.
Infelizmente a banda durou pouco. Depois de uma pequena excursão pela Europa continental, deram um show no lendário Marquee de Londres, no qual Moore surtou. Saiu solando quando era para fazer riffs, empastelou os solos que deveria tocar e ainda brigou com todo mundo no palco. Foi para o camarim, arrumou suas tralhas e voltou para a carreira solo. Pena, a banda ainda prometia muito. Mas ao menos deixou esse clássico.
1. Waiting In The Wings
2. City Of Gold
3. Where In The World
4. Can't Fool The Blues
5. High Cost Of Loving
6. Glory Days
7. Why Does Love (Have To Go Wrong)?
8. Naked Flame
9. I Wonder Why (Are You So Mean To Me?)
10. Wrong Side Of Town
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Tenho que confessar uma coisa. Ao contrário de muita gente, eu não tenho nada contra os velhinhos do rock'n'roll se juntarem para ganhar uns trocados. Primeiro porque eles, em geral, têm um passado respeitável que pode servir de desculpa para derrapadas na velhice. Segundo porque esses veteranos são todos de uma época em que quem tinha talento era o músico, não o assessor de imprensa da banda. Ou seja, mesmo seus piores momentos ainda dão de goleada na maior parte das bandas ditas "mudérnas".
Por conta disso, foi com o espírito pra lá de desarmado que ouvi esse disco assim que a gravadora me enviou, em 1994. Ok, ok, eu sabia que era banda armada. Um ano antes Ginger Baker, Jack Bruce e Eric Clapton tinham reunido o lendário Cream para uma apresentação no Rock'n'Roll Hall of Fame e os dois primeiros cantaram o superastro para uma volta definitiva do pai dos power trio, mas Clapton não topou. Baker e Bruce não se fizeram de rogados e convidaram Gary Moore, então no auge de sua fase bluseira, para formar um grupo que recebeu como nome as iniciais dos integrantes.
Como eu disse, botei a bolachinha no CD player com o espírito mais condescendente do mundo, mas nem precisava. Around The Next Dream era (e ainda é) sensacional. Baker e Bruce procuraram, na medida do possível, recriar o clima das músicas do Cream, com instrumentais elaborados e belas armonias vocais, com um pé mais firme no hard rock. Moore, por sua vez, contribuiu com belos blues feitos sob medida para sua voz, bem mais rascante que a de Bruce. E, claro, debulhou a guitarra e todas as faixas.
Infelizmente a banda durou pouco. Depois de uma pequena excursão pela Europa continental, deram um show no lendário Marquee de Londres, no qual Moore surtou. Saiu solando quando era para fazer riffs, empastelou os solos que deveria tocar e ainda brigou com todo mundo no palco. Foi para o camarim, arrumou suas tralhas e voltou para a carreira solo. Pena, a banda ainda prometia muito. Mas ao menos deixou esse clássico.
1. Waiting In The Wings
2. City Of Gold
3. Where In The World
4. Can't Fool The Blues
5. High Cost Of Loving
6. Glory Days
7. Why Does Love (Have To Go Wrong)?
8. Naked Flame
9. I Wonder Why (Are You So Mean To Me?)
10. Wrong Side Of Town
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